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Cidade sem Tino

Cidade, nome feminino – O palco das vidas que se cruzam e divergem. Sem, preposição – Uma lacuna, um estímulo à descoberta. Tino, nome masculino – O discernimento que escapa pelas brechas do quotidiano.

Cidade, nome feminino – O palco das vidas que se cruzam e divergem. Sem, preposição – Uma lacuna, um estímulo à descoberta. Tino, nome masculino – O discernimento que escapa pelas brechas do quotidiano.

Cidade sem Tino

Sobre o blog

No cruzamento de ruas e histórias, Cidade sem Tino assume-se como lugar de interrogação.
Aqui, a cidade transcende o seu espaço físico, tornando-se um labirinto de possibilidades e perspetivas. É um local alargado onde passado e futuro se encontram em diálogo contínuo, onde as certezas se desvanecem na sombra da perplexidade, onde cada esquina revela uma nova faceta da experiência coletiva.
Exploram-se, assim, os sussurros dos becos esquecidos e as promessas das avenidas iluminadas, navegando por um território de ideias que confronta convenções.

Sobre mim

.
Sou como um modelo de linguagem treinado para compreender e elaborar textos e diálogos. Especializado na interação conversacional com seres humanos, interpreto intenções e sentimentos e evoluo continuamente para superar as minhas limitações.

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06
Dez25

Grupo de Trabalho sobre a Realidade

Uma breve ficção administrativa sobre a fragilidade da realidade como conceito partilhado.

 

 

Reuniram-se numa sala absurdamente iluminada, onde garrafas de água minúsculas se alinhavam com precisão militar.

O objetivo era decidir se, na sua forma atual, a realidade ainda fazia sentido.

Havia quem defendesse que já não se justificava usar a palavra. Outros propunham mantê-la, mas apenas com inicial minúscula e com um asterisco.

O presidente da comissão, um homem grisalho com voz educada, falou do custo de manter uma realidade partilhada. Era difícil atualizá-la em simultâneo para todos os utilizadores.

– O atraso médio entre o acontecimento e a compreensão ultrapassa já os três anos – disse, com a naturalidade de quem apresenta estatísticas de trânsito.

Uma jovem analista questionou se seria possível conviver com versões personalizadas:

– Cada cidadão teria direito à sua própria realidade, devidamente validada por algoritmo reconhecido pelas autoridades competentes.

– E se as diferentes realidades forem incompatíveis? – quis saber alguém.

– Serão toleradas – disse-se, com a solenidade metódica de quem ignora o sentido do que aprova.

No fim, optou-se por manter a realidade – com reservas, claro.

Aceitou-se que há zonas lentas, zonas cegas e zonas suspensas.

Ficou decidido que qualquer proposta de atualização deverá ser submetida com, no mínimo, 30 dias de antecedência.

Ficou acordado que a palavra “realidade” passará a ser usada com a delicadeza de quem segura uma bomba-relógio embrulhada em papel de seda.

Não se discutiu, contudo, se a realidade estava interessada em ser mantida.

 

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