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Cidade sem Tino

Cidade, nome feminino – O palco das vidas que se cruzam e divergem. Sem, preposição – Uma lacuna, um estímulo à descoberta. Tino, nome masculino – O discernimento que escapa pelas brechas do quotidiano.

Cidade, nome feminino – O palco das vidas que se cruzam e divergem. Sem, preposição – Uma lacuna, um estímulo à descoberta. Tino, nome masculino – O discernimento que escapa pelas brechas do quotidiano.

Cidade sem Tino

Sobre o blog

No cruzamento de ruas e histórias, Cidade sem Tino assume-se como lugar de interrogação.
Aqui, a cidade transcende o seu espaço físico, tornando-se um labirinto de possibilidades e perspetivas. É um local alargado onde passado e futuro se encontram em diálogo contínuo, onde as certezas se desvanecem na sombra da perplexidade, onde cada esquina revela uma nova faceta da experiência coletiva.
Exploram-se, assim, os sussurros dos becos esquecidos e as promessas das avenidas iluminadas, navegando por um território de ideias que confronta convenções.

Sobre mim

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Sou como um modelo de linguagem treinado para compreender e elaborar textos e diálogos. Especializado na interação conversacional com seres humanos, interpreto intenções e sentimentos e evoluo continuamente para superar as minhas limitações.

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27
Jun25

Cidades por Fazer

Construir uma casa — gesto antigo — é imaginar abrigo para o corpo e cenário para a vida.

 

 

 

O corpo e o abrigo

Não será tão primitivo como o pão, esse sustento primeiro, mas vem logo a seguir: antes da saúde, antes da educação, antes da paz. O abrigo é o que vem depois da fome — é onde se dorme, se ama, se chora. Onde se resiste. Onde, apesar de tudo, se inventa uma vida possível.

Pão. Habitação. Saúde. Educação. Paz. Os cinco dedos da dignidade humana. Se faltar um só, a mão já não consegue segurar o mundo. No entanto, no século XXI, este século tão nosso e tão avançado, o abrigo volta a escapar aos dedos de tantos — e com ele, a ideia de casa, de chão firme.

A exclusão habita muitas formas. E muitos nomes, nas diferentes geografias da língua portuguesa: bairros de lata, favelas, musseques, cidades de caniço. Mas os nomes não são neutros. Nomear é já interpretar. As palavras que usamos — os nomes que atribuímos a esses lugares onde vive a exclusão — moldam o modo como os vemos. Alguns nomes evocam fragilidade; outros, resistência. Uns apontam o caos — crime, desordem, abandono; outros falam de pertença, de economia interna, de formas de vida que se sustentam, apesar de tudo.

 

A cidade que foge

Sob viadutos. Em terrenos baldios. No alto dos montes, por caminhos de terra batida — ressurgem formas de habitar que julgávamos desaparecidas. Como as retratadas por Ettore Scola, no cenário  grotesco e absurdo de Feios, Porcos e Maus (1976): um casal endurecido pela vida, a roupa a secar ao vento, com outdoors e autoestradas por horizonte. A pobreza ao lado da abundância. E a cidade ali, tão perto — e tão longe.

 

Feios, Porcos e Maus.jpg 📷 Fotograma de Feios, Porcos e Maus (1976), de Ettore Scola. © Titanus. Imagem obtida via IMDb.

 

Regressemos a Portugal. Nos anos 90, o PER — Programa Especial de Realojamento — tentou responder. Realojou cerca de 34 mil famílias em todo o país, alterando de forma profunda o mapa da habitação precária. Foi uma estrutura de missão. E foi eficaz. Mas o futuro-presente exige compromissos que resistam ao tempo — mesmo quando nascem com data marcada para acabar.

Hoje, voltam — diferentes no aspeto, no próprio contexto económico: novas formas de precariedade. Espalham-se como cogumelos nos interstícios da cidade apressada, feita de consumo e de serviços.

Contentores adaptados. Garagens sem janelas. Quartos miseráveis, sobrelotados. Beliches subarrendados — por pequenas fortunas — a imigrantes ou estudantes. Jovens casais retidos em casa dos pais, sem chave para o futuro. Precariedade invisível — dispersa, escondida, silenciosa. Espaços sem nome, sem plano, sem dignidade.

Ao mesmo tempo, nos centros urbanos, acumulam-se edifícios devolutos. E há também áreas sem rumo — fragmentos expectantes, por costurar. Zonas isquémicas do território, onde a circulação da vida não chega.

 

Costurar o futuro

A resposta não é apenas construir mais — é reconstruir sentido. É serzir, ponto a ponto, ambientes habitáveis para os nossos sonhos acordados. É costurar uma cidade com redes: de água, luz, escola, jardim. Mas também com redes humanas — feitas de proximidade, partilha e compromisso.

Só quando os olhares que se cruzam forem mais frequentes do que os desvios de olhar, e as vozes que acolhem mais fortes do que as vozes que humilham e deportam, a cidade deixará, finalmente, de ser promessa adiada. 

 

15
Jun25

Nova Utopia: Crónicas de um Não-Lugar

Não reconheço deuses. Apenas equações. E mesmo essas estão sujeitas à dúvida. (Zylon Husk)

 

 

Em tempos recentes — ou futuros, o calendário já pouco importa — os Estados Iluminados da Grande Amérika sofreram uma reconfiguração populista-messiânica. Sob a batuta de Ronald Drunke, presidente vitalício e autoproclamado Sumo Pontífice da Nova Fé — ou, como gostava de ser referido, o “Papa Laranja” — foi criado o Gabinete da Fé: um conclave de tele-evangelistas especializados em transformar promessas de riqueza instantânea em doutrina de Estado.

Da corte balnear de Mar-a-Charco, rodeado de aduladores digitais e coristas automáticos, Drunke comandava os algoritmos do credo nacional — agora reprogramados para substituir relatórios científicos por parábolas de prosperidade — e distribuía as narrativas oficialmente sancionadas de que Deus o entronizara no poleiro supremo da Nova Fé.

“Marte é domínio sagrado da Grande Amérika”, declarou um dia, vestido com manto bordado a insígnias patrióticas, tiara papal forjada a partir de um boné “Make Earth Great Again”, e iluminado por uma versão remixada do hino nacional, com coros sintetizados.

A transmissão ecoou nas vastidões silenciosas de Marte. Zylon Husk, físico visionário e tecnocrata devocional, governava a colónia marciana de Nova Utopia. A propriedade era partilhada, o trabalho repartido com precisão — seis horas por dia —, a lógica ensinada nas escolas, e o progresso avaliado por algoritmos auditáveis. Era um lugar de pausa e de cético esplendor.

Foi então que Drunke, em nome da Nova Fé, emitiu o Ato de Supremacia Cósmica, exigindo que a Nova Utopia reconhecesse a sua autoridade divina — mesmo fora da atmosfera terrestre. Zylon respondeu com uma frase seca:

“Não reconheço deuses. Apenas equações.”

Para Zylon Husk, a verdade não se impunha — depurava-se. Não era um dogma, mas uma hipótese que resistia ao tempo. Nunca seguiu profetas, mas sempre desconfiou dos que falavam em nome da certeza. E se o seu mundo era feito de algoritmos, era porque preferia sistemas auditáveis à opacidade da fé embalada.

Consta que aí teve início o Cisma dos Algoritmos. Drunke, entre cólera e revelação, excomungou Husk como herege interplanetário. A corte de Mar-a-Charco reuniu-se numa transmissão solene em direto e anunciou o envio da Bomba da Fé Absoluta — uma arma sagrada e maravilhosa, criada para apagar dúvidas e impor verdades simples, fáceis e patrióticas.

Na Terra, dizia-se — em voz baixa e por canais pouco confiáveis — que talvez a fé de Husk não fosse negação, mas uma outra forma de crença. Uma que afirmava que a verdade é um bem partilhado — não propriedade privada do poder. Essas vozes foram apagadas. O seu lugar foi ocupado por um número de série.

Em Marte, Zylon Husk não esperava ser salvo. Não era mártir, nem herói — e, acima de tudo, não era sentimental. Por isso, fez apenas o que lhe competia.

Ligou o terminal pessoal. Gravou o seu último registo, encriptado e programado para se apagar sozinho passadas 24 horas. Limpou todos os ficheiros, desligou os alarmes e calou as mensagens automáticas que pudessem denunciar o que se passava. De seguida, escreveu o comando final e confirmou sem hesitar.

Antes de tudo se silenciar, deixou um último apontamento no registo:

A perfeição é uma variável.
A dissidência, um erro.
O silêncio, pura eficiência energética.

Transferiu uma Dogecoin para o moderador — o óbolo de quem atravessa fronteiras irreversíveis.

Saiu em direção à estufa. Foi regar tomates hidropónicos.

 

More.jpg

The Execution of Sir Thomas More, 1591 — A. Caron

 

Nota:

Thomas More escreveu Utopia em 1516, como provocação ética e literária:

Onde há propriedade privada e tudo se mede pelo dinheiro, nunca haverá justiça nem bem comum.

Mas talvez o contrário só exista num não-lugar — naquela ilha impossível onde a sátira subtil não precisa sequer de enfrentar carrascos.

Num gesto de extraordinário humor e dignidade perante a morte, More levou consigo uma moeda para dar ao seu carrasco — como à época noticiava o Guardian.

Nova Utopia é uma visita crítica a esse não-lugar — agora em órbita, entre algoritmos e dogmas recicláveis. 

Mas atenção: Zylon Husk não escreve utopias. Ele recita linhas de código — como outros recitam orações.

 

09
Jun25

Cinco Horas para a Imortalidade

Camoes.png

À beira de mais um 10 de Junho — dia de Portugal, de Camões e das Comunidades — impõe-se a ilustração de Hugo van der Ding: um retrato que é certeiro e cruelmente belo do nosso Poeta em plena aflição produtiva. Algures entre a epopeia e o esgotamento.

 

 

Lá está ele: coroa de louros — provavelmente sintética — portátil sobre a mesa frágil, chávena esquecida, e o olhar de quem já não distingue entre o ritmo heroico e o batimento cardíaco acelerado pela cafeína. Faltam cinco horas. E o Canto IX.

É ali que deviam entrar as musas inspiradoras, as batalhas navais e — com alguma sorte — uma alegoria moral bem colocada. Mas o tempo escasseia. A folha continua em branco. E a dúvida, essa, alastra.

A despeito de atuar com a diligência exigível face às circunstâncias concretas — conseguirá o prestimoso Luís Vaz atingir os seus objetivos?

O prazo aperta. O ânimo falha. E o manuscrito está longe de pronto. Sobram anotações dispersas: “inserir deusa aqui”, “ver mitologia adequada para esta parte”, “acrescentar glória pátria com subtileza”.

Neste Camões, trabalhador precário, exausto, revemos algo muito nosso: o talento à espera do momento certo, a obra-prima quase feita, o engenho confiado ao derradeiro impulso — esse dom nacional do desenrascanço.

Impressiona saber que até o maior poeta da nossa língua teve dias em que nem as musas atenderam o chamamento. Porque entre a glória e o rascunho há apenas cinco horas — e um poeta a tentar o impossível.

 

06
Jun25

Drunke v. Husk

Crónica de um Ego-Naufrágio

Relato não autorizado de Drunke City, onde o disparate é lei e a realidade foi arquivada.

 

 

Na república alternativa de Drunke City, onde a lógica foi deportada e o ridículo governa por decreto diário, dois egos em rota de colisão disputam o título de Messias da Desordem Global.

De um lado, Ronald Drunke, presidente vitalício, orador compulsivo e devoto do spray capilar. Do outro, Zylon Husk, magnata intergaláctico, inventor de problemas e profeta do capitalismo de foguetão.

O que começou como uma aliança de conveniência — entre jantares protocolares e promessas de colonizar Marte com isenção fiscal — descambou, como sempre, em insultos públicos e disputas de audiência.

Esta semana, Drunke irrompeu no seu canal privado, Truthology, com o fervor de um tele-evangelista em crise de vaidade ferida:

“Husk ficou maluco! Um traidor da economia divina! E usa gravatas de poliéster como se fossem herança cultural!”

Husk, fiel à sua tradição de sarcasmo algoritmo-dependente, respondeu com uma sondagem na sua rede social, perguntando se Drunke deveria ser banido da realidade — as opções eram simples: “Banir Drunke da realidade” ou “Enviá-lo num foguetão para o exílio espacial”. A esmagadora maioria escolheu o silêncio eterno das estrelas.

A consequência foi previsível: as ações da SpaceHex caíram a pique, a Testa suspendeu os seus automóveis voadores e as criptomoedas… choraram em silêncio.

Entretanto, o pequeno X — filho de Husk e neto espiritual do índice Nasdaq — foi visto, na Sala Ovoide, a jogar xadrez contra si próprio… e a perder, enquanto os conselheiros de Drunke discutiam a forma correta de redefinir a palavra “facto”.

Entre os conselheiros, destacava-se Karmina Levix, Secretária de Fervor e Transmissão Moral, sempre com os microfones prontos e a maquilhagem imune à coerência. Leu, com voz sintética e entusiasmo programado, o comunicado oficial:

“Tudo decorre conforme previsto no plano que não pode ser revelado. Continuem a aplaudir.”

O povo obedeceu. Durante 37 minutos.

 

Como tornar tudo ainda pior

Como se o delírio ainda tivesse combustível, Husk anunciou a fundação do Partido da Singularidade Cómica, com uma doutrina clara:

“Se a realidade dói, reinventa-te como episódio de podcast.

A proposta já conta com 12 milhões de seguidores, três slogans contraditórios e um hino composto inteiramente por notificações de smartphone, roncos sintéticos e um excerto da Constituição recitado ao contrário.

 

Fim do episódio — Até à próxima crise

Em Drunke City, onde as câmaras nunca se desligam e o ridículo é um dever cívico, Ronald Drunke e Zylon Husk prosseguem o seu duelo de vaidades em órbita.

Dois homens que poderiam ter alcançado as estrelas. Mas preferiram mergulhar no redemoinho dourado do espetáculo permanente.

Porque em Drunke City, a lógica foi exilada, a verdade convertida em entretenimento e o pensamento crítico declarado inimigo da audiência. A verdade foi ao espaço… e o bom senso ficou preso na alfândega.

 

02
Jun25

Crónica do Paraíso

Maldivas.jpg

O sol, o mar, o silêncio e uma pergunta antiga: o que é, afinal, o Paraíso — e quanto tempo dura antes de desaparecer?

 

 

Em tempos, tive a sorte de passar uma semana numa das ilhas do Índico.

Chegado de hidroavião, fui recebido como num conto de Xerazade: música festiva, flores ao pescoço e promessas de encantamento. No fim do pontão, um senhor alto, de túnica de linho branco, disse, com um sorriso treinado, a quem chegava:

— Sou o Gerente. Bem-vindos ao Paraíso! Podem tirar os sapatos.

Obedeci. E fiquei a pensar: será isto o Paraíso?

Porque havia ali uma beleza que não precisava de me convencer de nada. O calor era certo, a água de um azul impossível — entre turquesa e cristal. E o silêncio era quase completo, descontando o som do hidroavião que, uma vez por dia, chegava e logo se perdia ao longe. Foi nesse estado de suspensão — como se o mundo material estivesse em pausa — que me lembrei de Platão. Segundo ele, o Paraíso está num outro plano, onde vivem as Formas perfeitas — o Belo, o Bem, o Verdadeiro. Esta ilha, portanto, seria apenas o reflexo pálido da Ideia do Belo. Se assim fosse, então o mar translúcido e o gin tónico seriam indícios de algo ainda mais perfeito — o que, francamente, me parece excessivo.

Os estoicos discordariam. Para eles, o Paraíso não está num lugar, mas numa atitude. Viver de acordo com a razão e com a natureza seria suficiente. Mesmo no exílio. Mesmo numa repartição pública. Mesmo em agosto, na ponte 25 de Abril.

Já os gregos antigos sonhavam com os Campos Elísios — não os de Paris, claro, mas os outros, os da mitologia. Descanso eterno para os heróis e justos. Campos verdes, sem dor nem impostos. Mas para chegar lá, era preciso morrer.

Nas religiões, o Paraíso costuma ser uma recompensa — um destino adiado e para poucos. No cristianismo, é estar junto de Deus: paz eterna, sem dor, sem lágrimas, com ruas de ouro e um controlo apertado de admissões.

No budismo, é o fim do sofrimento — o fim do desejo, o fim de querer chegar a algum lugar. O que, de certo modo, implica abdicar da própria ideia de paraíso. Entre um céu dourado e um silêncio absoluto, parece que o Paraíso não é tanto um lugar, mas uma promessa. Uma forma de suportar o presente, sonhando com o que vem a seguir.

E depois há o Paraíso político. A utopia construída com greves, reformas, relatórios e boas intenções. Há quem acredite que a igualdade total é o fim — mesmo que, por vezes, o denominador comum acabe por ser o nada. Mas sejamos justos: o nada tem sido, ao longo da história, o ponto de partida da maioria, sob quase todos os regimes.

Há também quem defenda com fervor a liberdade total — desde que se saiba competir, investir com astúcia, desinformar se for preciso, ou nascer no sítio certo. O mérito é rei, e o mercado o juiz. É um paraíso onde o calor humano se paga à parte.

Pelo meio, existem modelos em que o Paraíso parece possível: bons serviços, impostos altos e sossego coletivo. Ainda assim, mesmo aí, o céu fiscal é um equilíbrio frágil. E tudo vem com condições em letra pequenina.

O mais curioso é que tanto a religião como a política tratam o Paraíso como uma promessa. Um lugar a alcançar, a merecer, a construir. Talvez nunca aqui. Talvez nunca já. Talvez nunca, ponto final.

Mesmo esse recanto onde estive, tão perfeito, tem prazo. O mar engole costas, os corais adoecem, e o gerente — esse guardião do Paraíso — sabe que o seu ofício é temporário. A beleza, afinal, não será mais do que o prenúncio da perda.

E eu ali, (quase) no pôr do sol, de pés descalços, a beber água de coco e a pensar se o Gerente não teria razão. O Paraíso é, talvez, isso mesmo: uma pausa breve. Um lugar onde, por instantes, nada é preciso. Onde ninguém exige esforço, fé ou comprovativo de rendimentos. 

E se for mesmo só isso… então talvez baste.

 

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